Dicas Práticas para os Primeiros anos de vida

15 Dicas sobre o Desenvolvimento dos Sentidos Infantis

Estudar desde cedo os sentidos infantis permitirá aos pais e educadores uma compreensão mais afinada com a realidade, não apenas dos seus filhos ou alunos, mas de todas as crianças...
"Se o educador é capaz de transformar um passatempo lúdico em uma atividade potencializadora da cognição, a este, podemos chamar de mestre..."
15 Dicas sobre o Desenvolvimento dos Sentidos Infantis

A criança é inquieta porque não conhece a quietude; é insegura porque só conhece o medo; não compartilha porque é egoísta, e tudo isso ela aprendeu com os adultos...

Sobre os Sentidos Infantis...

Para educarmos nossas crianças da forma adequada, ou no mínimo satisfatória, antes de colocarmos os pés na estrada da Cogniciologia, também precisamos aprender algumas coisas.

Conhecer uma criança não contempla apenas os aspectos de sua mentalidade, uma vez que seu repertório cognitivo ainda é incipiente, e dentro desse acervo não há um lastro de experiências de vida que seja capaz de nos ajudar a traçar um perfil que traduza sua realidade psicológica.

Por isso precisamos ir mais além e examinar sua fisiologia e temperamento; suas predisposições inatas, a forma como atualmente ela enxerga e interage com o mundo à sua volta, quesitos estes que a nosso ver representam a porta de entrada para a exploração do fabuloso universo infantil.

E para nos ajudar nessa empreitada de singular importância, as reflexões a seguir poderão servir como apontadores ou guias que irão potencializar nossos esforços tornando nossas ações e deliberações mais efetivas, quer dizer, produtivas. E nunca é demais lembrar que você poderá usá-las como repertório para definir suas próprias impressões, ou refletir a partir de cada uma delas.

Sem os sentidos plenamente desenvolvidos, a criança não conseguirá compreender seu mundo da forma adequada.

E embora o desenvolvimento dos sentidos ocorra de modo natural, isto é, sem a interferência ou mão do homem, entender as dobras do seu processo evolutivo faculta ao pai ou educador uma interação mais efetiva e proveitosa com seu filho ou aluno, de modo a qualificar ainda mais toda sua aventura cognitiva.

Isso quer dizer que, conhecendo seu espectro, poderão os educadores trabalhar com uma maior possibilidade de êxito sua potencialização, excluindo do caminho os desvios negativos e orientando sobre a melhor forma de quantificar os pontos positivos.

Por isso a observação da criança é tão importante. Mas, para que esse processo cognitivo se torne eficaz, a censura exagerada deverá ser deixada de lado. Se a criança fica proibida até de se expressar com naturalidade, sua qualidade sensorial ficará irremediavelmente comprometida, e o pior de tudo, nesse estágio etário, trata-se de uma via de mão única, sem direito a uma segunda chance.

Lembre-se, um trauma provocado por uma censura que faz sentido apenas para os adultos, dentro do universo infantil, durante o espontâneo desenvolvimento de sua sensibilidade, representa um malefício impossível de ser reparado depois.

A seguir, estão algumas dicas, na verdade reflexões, que poderão ajudar pais e educadores a encontrar uma direção na condução de suas crianças e alunos...

Lembre-se sempre de que...

  • Para desenvolver o sentido da visão é preciso acostumar a criança a observar e distinguir a variedade das cores.
  • A pintura, o desenho e a construção com blocos são de grande valor educativo e potencializam todo processo de aprendizagem assim como a articulação de novas ideias.
  • Para que desenvolva a audição é preciso ensinar-lhe a ouvir.
  • Para aprender a ouvir é preciso distinguir e reconhecer os ruídos, os sons, as vozes, e assim por diante.
  • Já maior, acima dos três anos, peça para que feche os olhos e brinque com ela de diferenciar sons e barulhos que eventualmente façam parte do ambiente; a mesma regra vale para os odores, texturas, e assim por diante.
  • A música ocupa papel de destaque entre as atividades aconselhadas para educação do ouvido infantil.
  • A música instrumental, especialmente o repertório clássico, educa a audição, estabiliza as emoções, provoca relaxamento e amplitude dentro das sinapses cerebrais.
  • A música frenética ou barulhenta, de ritmos apressados, repetitivos e sem harmonia, como é a maioria do chamado repertório infantil comercial, dentre outros males, provoca stress, ansiedade, insegurança, irritabilidade e desequilíbrio emocional, muitas vezes, permanente.
  • Acompanhar com palmas ou gestos os diversos ritmos de uma música conhecida é um excelente exercício para estimular o conceito de ritmo, harmonia e sincronização.
  • Para a educação do olfato é aconselhável exercitar a criança no reconhecimento das flores pelo seu perfume assim como dos objetos pelo odor.
  • Para educar o paladar é aconselhável habituar a criança a diferenciar pequenas porções de alimentos, tais como: Sal e açúcar – Laranja e limão – Doce, salgado, azedo e amargo.
  • Ensinar-lhes a apalpar diferentes texturas desenvolve e apura seu tato.
  • Incentivar para que as crianças falem sobre suas emoções, mesmo sabendo que ainda não possuem um juízo formado a respeito do assunto, ajuda para que possam compreender seus sentimentos, e o mais importante, lhes darão mais autoconfiança para que sejam capazes de falar com clareza sobre elas.
  • Ajudar as crianças a compreender seus diferentes estados emocionais, capacita-as ao enfrentamento das vicissitudes e contratempos da vida moderna, que decerto encontrarão nos dias vindouros.
  • A ansiedade infantil, embora seja um estado natural durante seu processo de desenvolvimento, terá seus efeitos potencializados a partir do patrocínio, indireto ou direto, dos adultos seus cuidadores. Por isso, não despreze a capacidade de captação e identificação de uma criança, contenha sua emoções negativas sempre que estiver em sua presença.

Todos estes exercícios são meios práticos de educação dos sentidos. Use sua imaginação e descubra outros. Faça adaptações de acordo com cada caso; estude aquilo que melhor se adequa ao perfil dos seus filhos ou alunos.

Lembre-se sempre de que, os sentidos infantis quando adequadamente compreendidos desde a primeira infância, poderão ser potencializados qualificando todo processo cognitivo, e isso inclui a capacidade de elaborar pensamentos mais complexos, ágeis, criativos.

Sentidos bem desenvolvidos, sem trancas ou traumas desnecessários, colocam a criança dentro do reservado círculo dos indivíduos dotados de autoconfiança e autoestima elevada.

Não espere pelo mundo, faça sua parte; cumpra seu papel...

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