Enigmas Lógicos Ilustrados
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Brincando de Detetive - O Misterioso Roubo do Cálice Egípcio ©

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Ao olhar pela janela, o Inspetor Arruda viu que a chuva aumentara. Nesse momento, ao ouvir o toque do relógio, percebeu que já era bem tarde.

Ocorre que estava tão entretido examinando os documentos de um complicado caso, que não se dera conta do passar do tempo.

"Essa não, perdi a hora!", exclamou ao ver que o relógio marcava três horas da madrugada.

Por isso mesmo, deixou seus relatórios para o dia seguinte e foi deitar.

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Logo cedo, quando se dirigia à delegacia, recebeu um telefonema urgente do museu da cidade.

Foi então informado de que um Precioso Artefato antigo fora roubado misteriosamente e que, aparentemente, o gatuno, que agira à noite, não deixara nenhuma pista.

Como a delegacia ficava próxima ao museu, ordenou aos seus assistentes que para lá fossem imediatamente para isolar a área onde ocorrera o fato, isso evitaria que eventuais provas importantes pudessem ser apagadas.

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Chegando no local, o Inspetor foi recebido pelo diretor do museu, o Dr. Khorr Upto, uma respeitável autoridade em antiguidades. Este logo cuidou de deixá-lo a par da situação.

"Foi uma tragégia inspetor. A mais preciosa peça de nossa coleção antiga foi roubada..."

"O Cálice é uma Relíquia de valor inestimável e de idade desconhecida. Sobre ele, há uma lenda que diz: "Quem o usar para beber água, terá saúde eterna..." Sem falar no seu imenso valor, já que é de ouro maciço e coberto com jóias raras de grande beleza..."

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E o diretor prosseguiu com seu relato: "O alarme do museu disparou minutos antes das 3:00hs da madrugada quando chovia."

"Pouco depois, o vigia da noite percebeu o depósito arrombado. Imediatamente me ligou e ordenei que toda área fosse isolada para impedir que vestígios importantes fossem apagados."

"Cheguei às três horas em ponto e chovia forte. Encontrei tudo como o Sr. verá, inclusive as pegadas, que acredito foram deixadas pelo gatuno, antes das três..."

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Ao terminar o relato, o diretor leva então o inspetor ao local do roubo.

O inspetor examina tudo. Observa ele que a porta está entreaberta, exatamente como foi encontrada pelo diretor, e o cadeado violado sugere arrombamento.

Ele também observa no lado de fora do depósito, no chão de barro encharcado pela chuva, algumas pegadas que certamente foram deixadas pelo autor do delito.

O diretor afirmara que ao chegar no local as tais pegadas já estavam ali...

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Depois de cuidadosamente examinar o local do roubo, o inspetor reflete sobre as poucas evidências que possui, e percebe que está diante de um caso complicado. Mas, dono de uma mente arguciosa e lógica, o inspetor não é de se abater fácil.

Desse modo, juntando o que viu com aquilo que ouviu do diretor, conclui que ele, o famoso diretor do museu, por razões que ainda não sabe, está mentindo descaradamente.

Na sua opinião, quais foram as evidências irrefutáveis que levou o Inspetor a tirar essa conclusão?

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Resposta do Enigma:

O Inspetor lembra que às três horas da madrugada, enquanto ainda estava em casa, chovia muito forte.

Assim, as pegadas que encontrou no chão de terra fora do depósito, não poderiam ter sido feitas durante a chuva, hora em que supostamente o alarme tocou, uma vez que, certamente, teriam sido apagadas. Logo, as pegadas foram feitas depois da chuva, nunca antes.

Isso contraria a versão do diretor que disse ter chegado ao local às 3:00hs, com o roubo já consumado, e ali encontrara as pegadas. Ele também percebeu que o cadeado não fora arrombado, pois a lingueta do seu fecho estava intacta, o que não ocorreria, caso tivesse sido forçado com um pé-de-cabra.